O Escudo

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segunda-feira, janeiro 19, 2009

Cinco escudos de Jazz: “Kind of Blue” 50 anos.


Para assinalar o regresso desta rubrica, nada melhor do que fazer menção a um dos álbuns mais célebres e fundamentais da história do Jazz, “Kind of Blue” de Miles Davis.

“No dia 2 de Março de 1959, sete músicos entraram em uma velha igreja em Nova York transformada em estúdio sem saber exatamente o que fariam ali. O líder, Miles Davis, tinha algumas idéias, alguns temas, alguns acordes e pouco mais. As instruções que deu aos outros músicos -entre eles Bill Evans, John Coltrane e Cannonball Adderley- não iam muito além de "sole dois chorus", segundos antes deles começarem a tocar.Com excepção de uma faixa, tocada duas vezes, tudo foi registado no primeiro take, de maneira espontânea. transformada em estúdio sem saber exactamente o que fariam ali. O líder, Miles Davis, tinha algumas ideias, alguns temas, alguns acordes e pouco mais."

Excerto da introdução à entrevista a Ashley Kahn, autor do livro “Kind of Blue: The Making of a Miles Davis Masterpiece, à revista Folha de S.Paulo em Março de 2007.

Lançado há 50 anos, mais concretamente em 17 de Agosto de 1959, “Kind of Blue”,para além de Miles Davis, conta com a participação de alguns dos maiores génios do Jazz: John Coltrane (saxofone tenor), Cannonball Adderley (saxofone alto), Bill Evans (piano), Paul Chambers (contrabaixo), Jimmy Cobb (bateria) e, apenas na faixa nº2, Wynton Kelly (piano).

Esta rubrica, por norma, é composta apenas por um vídeo. Contudo, hoje a coisa vai ser diferente para melhor. Via o blog brasileiro With Lasers cheguei as preciosidades que se seguem. Nada mais nada menos, do que as gravações, na íntegra, das duas sessões que viriam a originar o disco.
Ao que parece, estas raridades, vieram parar a net por artes mágicas e nem na edição comemorativa dos 50 da edição do disco, que inclui dois CDs, uma versão do álbum em vinil, um DVD e um livro de 60 páginas, foram incluídas.
Foram dois dias de gravação, em 2 de Março e 22 de Abril de 1959, que renderam pouco mais de 70 minutos, entre as versões finais, outakes e conversas técnicas.

Tudo começou assim, com a gravação de quatro takes de “Freddie Freeloader”:



Depois veio o registro de “So What”, em três tentativas:



A última faixa a ser gravada nesse dia foi “Blue in Green”, que teve cinco takes:



A sessão de 22 de Aril foi iniciada com as seis tentativas de “Flamenco Sketches”:



E, para encerrar, “All Blues” ficou perfeita em apenas um take:



Se depois de ouvir esta música não ficar entusiasmado com o Jazz, então esqueça. O Jazz, definitivamente, não é para si.

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