O Escudo

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sábado, agosto 18, 2007

Quando o facto relevante pode ser o papel de embrulho.

Segundo o Sol, o director nacional da Polícia Judiciária (PJ) discorda da decisão de Pinto Monteiro de instaurar um inquérito-crime ao conteúdo do dossier anónimo relatando alegados favorecimentos a Luís Filipe Vieira e ao Benfica na investigação do processo Apito Dourado.
O conteúdo do dossier até pode ser irrelevante. Agora, o papel de embrulho que o envolve (papel timbrado da PJ), pelo menos para mim, tem muita relevância. Não se trata, embora também fosse um caso de policia, da utilização fraudulenta de papel timbrado da Associação Desportiva “Os Anónimos do Ribatejo” ou do Sindicato dos Coveiros e Gatos-Pingados da Região Sul ou até da, mui ilustre, Confraria da Mini e do Tremoço. Estamos perante a utilização indevida, abusiva e com fins ilícitos de papel timbrado de uma polícia de investigação criminal. De uma instituição que, acima de qualquer outra, se quer credível. Será que isto não merece ser investigado e levado até às últimas consequências?
Para o senhor director da PJ, parece que não.

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