O Escudo

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sexta-feira, junho 22, 2007

Será possível ressuscitar um nado morto?

Ainda decorria, de forma atribulada, o período de gestação, quando a malfadada Constituição Europeia pereceu. É certo que a gravidez era de risco, mas, talvez devido à cegueira da presunção, os progenitores tardaram a perceber que só com o recurso à interrupção voluntária da gravidez poderiam salvar a mãe. A escolha foi difícil, porém acertada. No entanto, ao fim de alguns tratamentos de fertilidade e com o recurso aos avanços no campo da engenharia genética, a mãe vai tentar dar à luz um novo Tratado.
A solução poderá estar na fertilização in-vitro. Para tal, foi realizada, junto de 27 voluntários, uma colheita de esperma. Mas, para espanto dos cientistas, ao que tudo indica, o cocktail de espermatozóides obtido, devido à grande heterogeneidade dos dadores, está a mostrar-se pouco viável. No seio dos espermatozóides, o clima de divergências é enorme. Existem questões essenciais, como sejam a direcção a seguir, a velocidade de progressão ou a escolha da estratégia de ataque ao ovócito, que exigem um acordo alargado. Os espermatozóides, reunidos em cimeira, tentam chegar a esse acordo, o qual pode passar por uma solução de recurso: a clonagem de alguns tecidos do anterior nado morto.

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